quarta-feira, 11 de novembro de 2020

4º PERÍODO - SAIS

   Os recursos hídricos necessitam de controle constante dos efluentes industriais e domésticos que recebem. No Brasil, a faixa de pH permitida para os efluentes varia entre 5 e 10, de acordo com a região. 

 Muitas vezes, processos industriais envolvem substâncias como soda cáustica, potassa cáustica, cal, entre outros, gerando efluentes com valores de pH acima de 10. Nesses casos, antes de serem descartados, os efluentes devem passar por processos de correção de pH. Para isso, utiliza-se, normalmente, a adição de ácidos até que se obtenha um pH aceitável. 

  Um processo de neutralização eficiente para os efluentes alcalinos, apresentando baixo custo, segurança e proteção ao ambiente, baseia-se na utilização do dióxido de carbono (CO2 ). As reações de neutralização de ácidos e bases produzem, em geral, sal e água, como o exemplo da reação de ácido clorídrico com o hidróxido de sódio:

 

    O sal é uma classe de substâncias constituídas por cátions e ânions diferentes da hidroxila. Considerando a teoria de Arrhenius, o sal pode ser definido como:

 

Quando se utilizam quantidades proporcionais de ácidos e bases, em termos de H + e OH – , em uma reação de neutralização, a solução final não apresenta propriedades nem do ácido nem da base, e, sim, de um sal. Já pensou que interessante: da combinação de duas substâncias corrosivas obter uma solução aquosa de cloreto de sódio?
O exemplo clássico de sal é o cloreto de sódio, cuja dissolução em água pode ser representada pela equação:

     A reação de neutralização entre ácido clorídrico e hidróxido de sódio é uma reação típica entre um ácido e uma base de Arrhenius. Nela, íons H + do ácido ionizado combinam-se com ânions OH – da base, formando moléculas de água. O ânion do ácido formado depois de sua ionização combina-se com o cátion da base, formando um sal, que estará dissolvido na água. Veja a equação a seguir.



Cloreto de sódio: o sal nosso de cada dia
Se tivéssemos de escolher um típico representante das substâncias iônicas, esse seria o cloreto de sódio. Estudando suas propriedades, é possível saber como são, na maioria, as substâncias iônicas existentes na Terra.

  O cloreto de sódio é uma substância essencial à alimentação humana e indispensável a todos os tipos de vida animal. Registros de sua utilização são encontrados em escritos e pinturas que datam do início da civilização humana. Os antigos egípcios, por volta de 4 000 a.C., já usavam o sal para conservar carnes. Nas sociedades grega e romana, o sal era tão valioso que servia como moeda nas operações comerciais. Não por acaso, a palavra “salário” deriva de “sal”, em latim: ele era dado aos soldados romanos como parte do pagamento.

  O nosso sal de cozinha é constituído basicamente por cloreto de sódio. A quantidade desse sal no planeta é imensa. O consumo anual é cerca de 150 milhões de toneladas. Além de ser bastante usado como condimento, é também uma das principais matérias-primas da indústria química. A partir dele são produzidas diversas substâncias, como o gás cloro, o hidróxido de sódio, o sódio metálico, o carbonato de sódio, entre outros.
  O cloreto de sódio, como outras substâncias, é encontrado na natureza associado aos outros sais de cálcio, magnésio, potássio ou ferro. Ele é obtido comercialmente de três formas:
Sal marinho: extraído da água do mar por evaporação, em salinas.
Sal-gema: obtido pela exploração de jazidas do mineral halita.
Sais mistos: obtidos de depósitos, onde se encontram misturados a outros minerais.

  No Brasil, utiliza-se quase exclusivamente o sal marinho obtido em salinas. Na maioria delas, faz-se a extração do produto empregando-se processos anuais, com rendimento muito baixo e custo operacional elevado.
  Assim como o cloreto de sódio, diversos sais têm inúmeras aplicações, como pode ser visto no quadro a seguir.

EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DE ALGUNS SAIS COMUNS

 


 








 
























terça-feira, 27 de outubro de 2020

4º PERÍODO - CHUVA ÁCIDA

 Chuva ácida

 Quem nunca brincou na chuva? Dançou, pulou, pedalou, namorou ou, simplesmente, molhou-se de propósito? Quantas recordações a chuva nos traz? Algumas boas; outras, nem tanto... 

A chuva, segundo os meteorologistas, nada mais é do que um acúmulo de água nas nuvens que cai na superfície terrestre em forma de gotas.
 

A atmosfera não contém somente nuvens. Ela é composta por uma mistura de gases que contêm, principalmente, nitrogênio e oxigênio.
 

Outro gás comum na atmosfera é o dióxido de carbono (CO 2 ), também conhecido como gás carbônico. Esse gás, produzido por plantas, animais e diversos fenômenos naturais, dissolve-se em água, formando o ácido carbônico.
 

O ácido carbônico, presente na água da chuva, forma íons hidrônio (H3O + ), tornando-a naturalmente ácida. Em condições normais, o gás carbônico presente na atmosfera confere à chuva valores de pH entre 7,0 e 5,6. Porém, a presença de outros gases pode tornar o pH menor que 5,6. Nesses casos, dizemos que a chuva é ácida.



Aula sobre Chuva ácida


 

CLIQUE AQUI E FAÇA 

ATIVIDADE

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

3º PERÍODO - BASES

  ROTEIRO DA AULA:

  • Faça a leitura do resumo da aula;
  • Qualquer dúvida entre em contato com o professor whatsapp ou deixe seu comentário no blog;
  • Próxima aula exercícios aprendizagem.

 

  Assim como os ácidos, os álcalis também têm larga aplicação em nossa sociedade moderna. Em nossa casa, por exemplo, eles estão presentes em materiais como sabões, detergentes e outros produtos de limpeza. Na indústria, têm papel fundamental a soda cáustica (hidróxido de sódio comercial), a potassa (hidróxido de potássio comercial) e a amônia (em solução aquosa). Dessas três, merece destaque, graças à sua importância industrial, o hidróxido de sódio, que é amplamente empregado, em especial na produção de papel, sabões, têxtil e petroquímica.


 As bases são constituídas por íons, logo se apresentam no estado sólido e, em geral, são solúveis em água. Dependendo do tamanho dos íons constituintes e de seu retículo cristalino, algumas dessas substâncias são pouco solúveis em água.

 

 

                   Nomenclatura de ácidos e bases

 O nome de muitas substâncias foi atribuído, historicamente, por razões diversas e alguns tornaram-se tão comuns que até hoje são usados mesmo no estudo da Química, como ácido fórmico, açúcar, amônia e outros. Os químicos, no entanto, desenvolveram sistemas de nomenclaturas para as substâncias com regras, as quais são fundamentadas nas estruturas dos constituintes. Vamos aprender agora as regras gerais dos sistemas usualmente adotados em Química.

A regra geral para nomear as substâncias inorgânicas tem como base os nomes dos cátions e dos ânions. Em geral, os cátions são monoatômicos e seu nome é dado pelo próprio nome do elemento químico. Quando átomos de um mesmo elemento químico podem formar mais de uma espécie de cátion, então indica-se após o nome do elemento químico, a carga do cátion escrita em algarismo romano entre parênteses. Por exemplo, o nome dos cátions Fe 2+ e Fe 3+ são, respectivamente, ferro (II) e ferro (III). Um sistema antigo, mais usual, é o de atribuir nomes
a esses cátions com os sufixos -oso e -ico para íons com cargas menores e maiores, respectivamente. No quadro a seguir são apresentados nomes de alguns cátions.
 

Observe que o nome de cátions diferentes de um mesmo elemento tem, na sua frente, a indicação de carga em algarismo romano.
 

Existem vários ânions que são poliatômicos, por isso, o nome dos ânions envolve mais regras do que o dos cátions. Desse modo, para a nomenclatura dos ânions é recomendável a utilização de um quadro de nome dos ânions como o apresentado abaixo.


A maioria dos ânions poliatômicos tem átomos de oxigênio e, por isso, são chamados oxiânions. Os oxiânions com menor número de oxigênio recebem o sufixo -ito e os com maior número o sufixo -ato. Assim, os oxiânions NO 2– e NO 3– são denominados, respectivamente, nitrito e nitrato. Há ânions com composição mais complexa, com regras mais elaboradas incluindo uso de prefixos, para os quais é preferível fazer uso do quadro, como para os ânions permanganato (MnO 4– ), hipoclorito (ClO – ) e peróxido (O 22– ). Nossa intenção, neste momento, é que você comece a se familiarizar com os nomes dos ânions: para isso, habitue-se a consultar sempre o quadro de ânions.




quarta-feira, 9 de setembro de 2020

3º PERÍODO - QUÍMICA - INDICADORES ACIDO E BASE

 ROTEIRO DA AULA:

- Assista o vídeo aula explicativo;

- Responda exercício on-line;

-Qualquer dúvida entre em contato com o professor Whatsapp ou Google sala de aula.

Como funcionam os indicadores ÁCIDO - BASE? - 

EXPERIMENTO DE QUÍMICA!!!

CLIQUE AQUI E FAÇA

EXERCÍCIOS

 

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

3º PERÍODO - Ácidos e bases

 

OBSERVAÇÃO:

  • Faça a leitura do resumo da aula;
  • Qualquer dúvida entre em contato com o professor whatsapp ou deixe seu comentário no blog;
  • Próxima aula exercícios aprendizagem.

 

Denominamos classes de substâncias, àquelas que possuem um comportamento químico semelhante. Vimos que na Química Orgânica, as classes de substâncias são caracterizadas por um grupo funcional e são chamadas de funções orgânicas, mas existem classes de substâncias que não apresentam grupo funcional e que são encontradas tanto em substâncias orgânicas, quanto em inorgânicas, como as classes: ácidos, bases e sais. Vamos começar a estudar ácidos e bases. A essas classes estão associadas duas propriedades: acidez e alcalinidade.
 

A acidez é uma propriedade das soluções aquosas (embora também possa ser considerada para outros solventes diferentes da água) que afeta diretamente toda a vida do planeta. A ela está relacionada outra propriedade: a alcalinidade. Essas propriedades são mutuamente dependentes e inversamente proporcionais. Vamos ver como podemos determinar essas
propriedades. 

A palavra ácido vem do latim, acidus, e significa “azedo” ou “picante”. Em geral, as soluções aquosas das substâncias classificadas como ácidas apresentam as seguintes propriedades químicas: reagem com certos metais (ferro, zinco etc.), liberando hidrogênio (H2 ); reagem com bicarbonatos e carbonatos, liberando gás carbônico (CO2 ); neutralizam soluções básicas. 

A palavra álcali tem origem árabe e significa “cinzas vegetais”. A partir do século XVI, essas substâncias passaram a ser também denominadas bases, que é atualmente o nome mais difundido. As soluções aquosas de bases apresentam, geralmente, sensação escorregadia ao tato (cuidado: essas substâncias são corrosivas) e neutralizam ácidos.

Para isso, eles desenvolveram uma grandeza denominada pH, a ser estudada adiante, fornecendo medidas em uma escala que varia de 0 a 14. De acordo com essa escala, podemos saber se um material é ácido ou básico.

Materiais que apresentam pH abaixo de 7 são ácidos, a 25 °C, enquanto
materiais com valores de pH acima de 7 são básicos, conforme esquema ao lado.


 

As propriedades de acidez e as de alcalinidade são opostas, ou seja, quanto maior a acidez, menor será a alcalinidade, e vice-versa. O esquema que ilustra bem essa relação.

 Os alquimistas foram os descobridores dos ácidos clorídrico, nítrico e sulfúrico, denominados ácidos minerais por se originar de sais de minerais. A grande reatividade desses ácidos fez deles importantes reagentes para os alquimistas que, segundo relatos, já os utilizavam antes do século X.

Já na Idade Média, ao estudar os materiais, os alquimistas perceberam que muitas substâncias e materiais podiam ser classificados quanto à alteração que produziam na cor de certos extratos vegetais. Essa classificação deu origem a dois grupos. Um deles constitui os ácidos e o outro, as bases. 

Das ideias do alquimista vitalista belga Johan Baptist van Helmont [1580-1644] surgiu uma teoria ácido-base que classificava as substâncias
de acordo com esse critério. Ele acreditava que poderia unificar a Química e a Fisiologia porque a fermentação de produtos da digestão de seres vivos segrega, ao fim, materiais ácidos ou básicos. Para ele, a relação entre os materiais orgânicos e inorgânicos poderia ser explicada pela teoria ácido-base. Ainda segundo essa teoria, toda substância, independentemente de sua origem, deveria conter um componente ácido ou básico.

Variação de acidez e basicidade de acordo com pH

Antoine Lavoisier considerava que todos os ácidos eram formados pela combinação de oxigênio, sendo este o responsável pela acidez. Para ele, todos os ácidos deveriam conter oxigênio. Historicamente, considera-se que elaborou o primeiro conceito científico para ácidos e bases quando afirmou que “o oxigênio é princípio acidificante”. Anos depois, Humphry Davy [1778-1829] demonstrou que vários ácidos não possuem oxigênio em suas estruturas. 


O extrato de beterraba ou de repolho-roxo que utilizamos no experimento anterior é um indicador natural, como os usados pelos alquimistas. Você deve ter notado como variava a coloração das diferentes soluções. Os indicadores são substâncias orgânicas que possuem moléculas grandes que se alteram em função da acidez do meio. Ao ter suas estruturas moleculares alteradas, as substâncias passam a apresentar cores diferentes. Há diversas substâncias que servem de indicadores, atuando em diferentes faixas de acidez.
 

Diversos frutos e flores possuem substâncias que são pigmentos sensíveis à variação da acidez do meio. Por isso, frutas maduras normalmente apresentam cores diferentes de quando estão “verdes”.
 

Desde os tempos dos alquimistas, extratos de tornassol (uma espécie de
líquen) e repolho-roxo são usados na química como indicadores. Esse processo de extração de corantes naturais obteve tal desenvolvimento que se afirma terem sido eles os verdadeiros precursores da química dos corantes sintéticos.
Veja, na figura  a coloração de alguns indicadores usados em laboratórios.

                                   pH: a escala de acidez

A acidez das soluções e materiais é determinada com base na escala de pH. A escala de pH está relacionada à concentração de íons hidrogênio (H+ ou H3O+ ) presentes na solução. Essa escala varia de 0 a 14, embora algumas soluções possam apresentar valores fora dela. 

Para uma solução aquosa, a 25 o C e 1 atm, o pH está relacionado à acidez, como mostra a tabela ao lado. Quanto mais ácida (menos básica) a solução, menor será o valor do pH. Quanto menos ácida (mais básica), maior será o valor do pH. Para que você tenha uma boa ideia do que isso significa, saiba que a numeração dos tubos na parte A, do experimento anterior, correspondia aos valores de pH.

                                     Ácidos e suas aplicações
A presença dos ácidos é comum em nosso dia a dia. Eles são encontrados em frutas cítricas, produtos de limpeza, entre outros. Além disso, estão presentes em diversos processos industriais.