Muitas vezes, processos industriais envolvem substâncias como soda cáustica, potassa cáustica, cal, entre outros, gerando efluentes com valores de pH acima de 10. Nesses casos, antes de serem descartados, os efluentes devem passar por processos de correção de pH. Para isso, utiliza-se, normalmente, a adição de ácidos até que se obtenha um pH aceitável.
Um processo de neutralização eficiente para os efluentes alcalinos, apresentando baixo custo, segurança e proteção ao ambiente, baseia-se na utilização do dióxido de carbono (CO2 ). As reações de neutralização de ácidos e bases produzem, em geral, sal e água, como o exemplo da reação de ácido clorídrico com o hidróxido de sódio:
O sal é uma classe de substâncias constituídas por cátions e ânions diferentes da hidroxila. Considerando a teoria de Arrhenius, o sal pode ser definido como:
Quando se utilizam quantidades proporcionais de ácidos e bases, em termos de H + e OH – , em uma reação de neutralização, a solução final não apresenta propriedades nem do ácido nem da base, e, sim, de um sal. Já pensou que interessante: da combinação de duas substâncias corrosivas obter uma solução aquosa de cloreto de sódio?
O exemplo clássico de sal é o cloreto de sódio, cuja dissolução em água pode ser representada pela equação:
A reação de neutralização entre ácido clorídrico e hidróxido de sódio é uma reação típica entre um ácido e uma base de Arrhenius. Nela, íons H + do ácido ionizado combinam-se com ânions OH – da base, formando moléculas de água. O ânion do ácido formado depois de sua ionização combina-se com o cátion da base, formando um sal, que estará dissolvido na água. Veja a equação a seguir.
Cloreto de sódio: o sal nosso de cada dia
Se tivéssemos de escolher um típico representante das substâncias iônicas, esse seria o cloreto de sódio. Estudando suas propriedades, é possível saber como são, na maioria, as substâncias iônicas existentes na Terra.















